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... tenho a liberdade de escrever e deixar ler a quem interessar alguns poemas, fotografias, críticas e outras coisas.A efemeridade da vida e o seu processo cíclico, a efervescência dionisíaca da sociedade são assuntos que quero botar em discussão.Então...fiquem a vontade.

segunda-feira, 14 de novembro de 2016

REFLEXÕES EM BELCHIOR



Não quero lhe falar meu grande amor, mas se você vier me perguntar por onde andei no tempo em que você sonhava, de olhos abertos lhe direi: eu me desesperava!
Hoje, tenho 38 anos, de sonho e de sangue e de América do Sul. Eu tenho medo e já aconteceu, medo e inda está por vir, talvez o desespero esteja na moda, tanto faz em 1976 ou 2016, dias em profundo desânimo. Segundo um analista, amigo meu me diz que desse jeito não vou ser feliz direito, faço morrer o meu medo e isto não é segredo, acredito que tenho o dever de ter esperança, faz parte da “divina comédia humana” onde nada é eterno.
Muitos companheiros, ainda ao lado nessa jornada, mas sempre há aquele amigo que embarcou comigo cheio de esperança e fé, já se mandou, sentado à beira do caminho pra pedir carona.
A vida é assim, feita pra quem quiser ter um mínimo de coragem, o mundo inteiro está naquela estrada ali em frente e cada caminho é uma viagem sem volta, e cada um decide qual irá trilhar.
E eu escolhi, e vou viver as coisas novas, que também são boas O amor/humor das praças cheias de pessoas e posso abrir os braços, para os abraços dos meus e falarei para a vida: Vida, pisa devagar meu coração cuidado é frágil; meu coração é como vidro, como um beijo de novela.
Por hoje, tudo que eu quero é uma balada nova, falando de brotos, de coisas assim. Eu quero um gole de cerveja, meu bem, no seu copo no seu colo e nesse bar. Agora eu quero tudo, tudo outra vez (...)
Sim, já é outra viagem, tenho essa pressa de viver, quero a atitude de ocupar espaços nesse mundo,pois ainda sou estudante da vida que eu quero dar, afinal de contas, a felicidade é uma arma quente!
E eu quero que que o corte na carne não seja na nossa, quero gritar em voz alta:
FORA TEMER, VOLTA BELCHIOR!

VOE ALTO BELCHIOR! (1946 - 2017)

sábado, 28 de maio de 2016

terça-feira, 2 de junho de 2015

Fragmento.

Na verdade eu queria SER-TE
Fragmento de teu corpo
Pensamento...

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

Kireji

Da dura vida de ser poeta.
Penso em ser...só!

sexta-feira, 7 de novembro de 2014

Vende-se Poesia!

Poesia à venda
Nos bares
Nos becos
Nas ruas
Nos motéis baratos.
Vendo à cada esquina
O produto do pensamento
 Amor em consumo
Ou sexo pago
Vendo!
Um pedacinho da alma
A preços módicos...

sábado, 30 de agosto de 2014

Assassinato

Pergunte ao poema:
Por que é poema?
Depois mate-o!

sexta-feira, 27 de junho de 2014

Dentes de Leão






Desistir do que não tem mais cabimento
Roupa sem caimento
Sujeito sem documento
Relações sem sentimento
Ações sem pensamento.
Das sementes que não germinam
Jogue-as ao vento
Assim quem sabe florescerão
Num outro tempo
Em pedaços de nuvem
Aterrizando nos sonhos
Simplesmente
Dentes de leão.

quarta-feira, 18 de junho de 2014

The Cicada

A cicada sings about the mango tree

In the late afternoon of the concrete jungle.

I feel the green smell the sound of car horns

And the laughter of bystanders,

The city is like an altar

The old lady

Written smooth lines of her face

As a new poem in old paper.

The cicada still sings an old song

Song of my old backyard

Where once there were several songs
 

It many cicadas sang

In the late afternoon the city-lilac.

The cicada sings a sad song

Memories of the old mango tree.

The city has a poem written

In every alley

On every street

The lines that trace paths

Age every dawn.

The cicada still sings

Renew every promise

Not to be sucked into the oblivion

Growing old is losing old friends for long?

domingo, 16 de março de 2014

Eu Preciso

Eu preciso de mim para ser feliz
Eu preciso ser feliz
Eu preciso de mim
Eu preciso Ser...

domingo, 9 de março de 2014

Mulher Sexo Frágil?

Cuidamos de tudo: casa, trabalho,filhos, marido;namorad@;amante,cabelos,unhas, etc...

Suamos sem nos descabelar e brigamos sem descer do salto

Enfrentamos barreiras, preconceitos e assédios

Conquistamos espaço, embora haja ainda muita coisa a ser melhorada

Temos dores de cólicas, de parto e de cabeça (quando nos convém)

 Sim sentamos em um bar sem esperar por ninguém pra pagar a conta

Falamos palavrão com um tom de doçura

Desejamos mais de um homem na vida (algumas desejam mulheres também)

Fazemos amor,mas gostamos de uma foda bem dada
Sim,assistimos filmes pornô,não me diga que não sabia?

Nas religiões pagãs éramos o centro da vida.Porque nos queimam até hoje?

Somos muitas;somos múltiplas

Amamos muito,odiamos, às vezes (a culpa é da TPM)

Sangramos cinco dias por mês...e não morremos.

Então...quem é sexo frágil aqui?
O que é a saudade do que não se teve?

domingo, 2 de fevereiro de 2014

Prenhe

O poeta fecunda o mundo
Ejacula letras,sílabas
Palavras em formação
Deixa a terra prenhe
Dá a luz à poesia...

sexta-feira, 15 de novembro de 2013

Prosa Com o Tempo

 O tempo tem sido generoso comigo,botou linhas em meu rosto.O espelho me mostra todos os dias em cada uma delas a beleza de quem viveu.
 O tempo modifica constantemente a cor de meus cabelos;clareando fio a fio;assim como clareia o meu entendimento sobre a vida.
 O tempo me deu muitos amigos e me tirou também.Alguns ele levou pra Deus;outros levou pra vida,alguns permaneceram ao meu lado e outros novos chegaram se aconchegando em meu peito.
 O tempo me deu muitos amores;que permaneceram a seu tempo;deixaram marcas (como aquele sorriso bobo sobre tudo ou aquela velha dor de cabeça),entendi então que o amor ou mesmo raiva ensinam a não cometer velhos erros novamente.Foi ele (o tempo)que me ensinou como fazer novos começos e florescer.
O tempo me deu filhos e a responsabilidade de cuidar e me deixar cuidar.
O tempo me deu angústias; me deu serenidade e a sabedoria da espera.
O tempo me deu lutas e me ensinou que vitórias e derrotas são construídas a cada momento. Me ensinou a respeitar meu inimigo e a lutar com dignidade.
Ah o tempo!!
Ele tem sido meu companheiro constante.Me traz verdades sobre mim que nem sabia que existiam. Tira a venda da ignorância e me permite ver a delicadeza da simplicidade.
Tempo amigo,se você quisesse parar eu diria: Não pare!
 A graça da vida está no seu fluxo contínuo,na surpresa a cada esquina,na canção de um desconhecido,na dor ou na alegria,num porre com amigos e até nas ressacas morais (quem nunca teve uma que atire a primeira latinha), pois você é assim mesmo,uma grande roda que gira;interferindo em minha sorte,me deixa às vezes em invernos isolados;outras, permite que eu conquiste o mundo.

sexta-feira, 27 de setembro de 2013

Transito

Trabalhadores correndo
Contra o tempo
Trabalhadores contra
Trabalhadores
O trânsito lento
Em transe...
Gente inerte promove protestos
Gente que apanha
Protesta.
O trânsito lento
Em transe...
A porrada do martelo
Rasga o mar de buzinas
Impaciente
Caem ao chão pedaços de memória
Pisoteadas pelas botas dos operários.
Gente que olha
Inerte
A sinfonia fúnebre dos apitos.
O trânsito lento
Em transe...
Máquinas constroem novos edifícios
Nova gente dormirá sobre o tempo.
O trânsito lento
Em transe...
Transito por seus olhares
Nova lágrima a cada tábua ao chão
Quanto tempo dormiram sobre o mesmo teto?
Quantos sonhos morreram no jornal de hoje?
Transito em transe...

quinta-feira, 19 de setembro de 2013

O que vem antes.



A palavra antes de ser palavra é silêncio
O silêncio antes de ser silêncio é gesto
O gesto antes de ser gesto é pensamento
O pensamento antes de ser pensamento
É existência.

segunda-feira, 27 de maio de 2013

Náufrago

O barco segue no mar de pensamentos
À deriva
Alheio
Inocente
Ignorante
Até naufragar na verdade dos fatos.

terça-feira, 25 de dezembro de 2012

Adormeço

No meu quintal havia majares frutíferos de todo sabor, havia flores, cheiro de mato, de folhas caídas na poça dàgua: morada das formigas.
No céu todas as formas do universo, e o vento ( que era meu amigo) bailava o balanço de onde derramava  a chuva lilás que pintava o chão.
Era eu rainha-nua de roupa nova,trapezista dos velhos galhos da goiabeira.
Era espiã dos limites do quintal vizinho, onde arriscava-me nas fronteiras guardadas pelo monstro-cão.Um dia este me tirou um pedaço da carne.Mistura de sangue e saliva nos tornaram irmãos.
O monstro guardava a velha feiticeira:senhora das gestações.
Tomei posse da minha terra, construí castelos com as mesmas pedras que machucavam meus pés, descobri tesouros escondidos.
Ao entardecer, exausta das batalhas era embalada pela doce cantiga das cigarras:sinfonia ao pôr do sol.
Adormeço então e sonho ainda como a criança que adormece.

Pré amar


Mar repele
Mar é pele
Res- pirar
Trans-pirar
Pré- amar
Preamar.

Clara

Clara noite
Clara Lua
Clareou
Clareana
Luarou
A pele clara
Clara estrela
Noite clara
Rio
Claro e límpido
Riso
Só ria
Anna clara.

quarta-feira, 10 de outubro de 2012

A Cigarra

Uma cigarra canta sobre a mangueira
No fim de tarde da selva de pedra.
Sinto o cheiro verde no som das buzinas dos carros
E nos risos dos passantes
A cidade é como um altar
Da velha senhora
De linhas suaves escritas em seu rosto
Como um novo poema em papel antigo.
A cigarra ainda canta uma velha cantiga
Canção do meu velho quintal
Onde antes eram várias canções
Nele muitas cigarras cantavam
No fim de tarde da cidade-lilás
A cigarra canta uma canção tristonha
Das memórias da velha mangueira
A cidade tem um poema escrito
Em cada beco
Em cada rua
As linhas que traçam caminhos
Envelhecem a cada amanhecer.
A cigarra ainda canta
Renova cada promessa
Para não ser sugada pelo esquecimento
Envelhecer é perder velhos amigos pro tempo?