São algumas inquietações sobre a vida escritas sob a companhia de uma boa garrafa de vinho e os devaneios que trazem os pensamentos.
Neste Blog...
... tenho a liberdade de escrever e deixar ler a quem interessar alguns poemas, fotografias, críticas e outras coisas.A efemeridade da vida e o seu processo cíclico, a efervescência dionisíaca da sociedade são assuntos que quero botar em discussão.Então...fiquem a vontade.
sábado, 13 de novembro de 2010
terça-feira, 9 de novembro de 2010
Da Pequena Grande Cidade para a Cidade Grande
Vejo as tuas infinitas luzes e a imensidão de teus andares
Vejo toda a fumaça que sai da boca dos dragões de ferro
Que deixa tua cor em tonalidades monocromáticas de cinzas
A primeira impressão
Senti-me engolida pela grandeza de tua floresta de concreto
Pelas pessoas que passam indiferentes
Pelo vento frio que recebia como anfitrião.
Tive que descobrir aos poucos o sol que há em ti
A diversidade de tuas falas
O abrigo de tuas ruas
O coração de tua gente
Mesmo que indiferente
percebo que somos todos inter conectados
pelas linhas da existência
E que todo homem-máquina possui um coração
Mesmo que escondido.
Parto
E como em toda partida já sinto saudades.
Retorno para minha pequena grande cidade
Que um dia
Aos meus olhos de menina
Era para mim a maior do mundo
Hoje
Aos meus olhos de artista
Torna-se pequena ao meu regresso.
Trago expectativas incontáveis
Talvez tão incontáveis quanto a quantidade de pequenas luzes que vejo do alto
Talvez , infelizmente
A pequena grande cidade
Já não possa mais suportá-las,
Pois a imensidão que me invadiu
já não lhe cabe mais.
Vejo toda a fumaça que sai da boca dos dragões de ferro
Que deixa tua cor em tonalidades monocromáticas de cinzas
A primeira impressão
Senti-me engolida pela grandeza de tua floresta de concreto
Pelas pessoas que passam indiferentes
Pelo vento frio que recebia como anfitrião.
Tive que descobrir aos poucos o sol que há em ti
A diversidade de tuas falas
O abrigo de tuas ruas
O coração de tua gente
Mesmo que indiferente
percebo que somos todos inter conectados
pelas linhas da existência
E que todo homem-máquina possui um coração
Mesmo que escondido.
Parto
E como em toda partida já sinto saudades.
Retorno para minha pequena grande cidade
Que um dia
Aos meus olhos de menina
Era para mim a maior do mundo
Hoje
Aos meus olhos de artista
Torna-se pequena ao meu regresso.
Trago expectativas incontáveis
Talvez tão incontáveis quanto a quantidade de pequenas luzes que vejo do alto
Talvez , infelizmente
A pequena grande cidade
Já não possa mais suportá-las,
Pois a imensidão que me invadiu
já não lhe cabe mais.
quarta-feira, 3 de novembro de 2010
sábado, 23 de outubro de 2010
A Cigana e a Rosa
Mostra aquilo que se vê
Hereditário
Tradição de milênios
Nascido em mim
E passado para meus descendentes
Numa perpetuação cósmica
Assim disse a Rosa:
Cigana
Segue o teu coração
E busca andarilha
O complemento do teu ser
Tua outra face
Tua chama
Teu destino
Mesmo que cansada estejas da procura
Mesmo que te traga lágrimas
Teus pés precisam seguir
Em busca do que já conheces
Ser teu.
Hereditário
Tradição de milênios
Nascido em mim
E passado para meus descendentes
Numa perpetuação cósmica
Assim disse a Rosa:
Cigana
Segue o teu coração
E busca andarilha
O complemento do teu ser
Tua outra face
Tua chama
Teu destino
Mesmo que cansada estejas da procura
Mesmo que te traga lágrimas
Teus pés precisam seguir
Em busca do que já conheces
Ser teu.
quinta-feira, 21 de outubro de 2010
Poema ao Auto da Barca Amazônica
Este foi um lindo presente que ganhei de um grande amigo, referente ao meu trabalho e já está imortalizado em minha memória e em meu coração.Obrigada Jones.
Aterrizaram os sonhos os dias ficaram para traz
E ecoam nas águas-ruas da cidade.
Nem a face semi-desperta estava alerta;
Navegava simplesmente;
Ia em frente
A boiuna enfeitada,a arara e o barco que te traz;
A ceiva fina da encantaria: a Matinta
A juventude bonita que não aceita mais...
Sincronia
Aderência
E espírito de comunidade num suave frescor de brisa
No rosto exausto dos heróis.
Noite adentro
Não havia tempo para lágrimas
A dor passava na alegria.
Neste rio onde as pessoas paravam
balançavam
Assistiam
Aquela sensação de habitar o infinito
Já não mais se definia.
Apenas um singelo rasgo na noite
Com cantos lembrados à memória presente
Num ritmo ancestral
Num cheiro de mata
A cidade novamente se insurgia
Contra o barulho das ideologias
Da crença fácil
Do fanatismo
E da corrupção.
Festa da democracia!
Pessoas,rios ,e encantados conviviam
Homem, natureza e cosmo se reconciliavam
Que maravilha!
Num doce abraço de paz
Vemos que fomos iguais
Nesta noite
E de que valeu a pena
Esperar
Prof. MS Jones da Silva Gomes - Sociólogo
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