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... tenho a liberdade de escrever e deixar ler a quem interessar alguns poemas, fotografias, críticas e outras coisas.A efemeridade da vida e o seu processo cíclico, a efervescência dionisíaca da sociedade são assuntos que quero botar em discussão.Então...fiquem a vontade.

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Flanêur

O ar da noite e o cheiro da rua entram pela janela do meu quarto como um amante a me visitar 
E me deixa inconsolável com sua partida ao amanhecer.
A rua é onde as coisas acontecem, 
A rua é o universo de opostos e paralelos...
A rua é o universo que está em mim e eu estou na rua.
Quero ser amada pelas doces carícias da brisa fria da noite, 
Penetrada pelo universo paralelo da rua.
A rua está dentro  e fora de mim
A rua está no meu passado, me atormenta no meu presente e sacraliza meu futuro
A alma da rua me persegue e me encanta
Me fazendo eterna andarilha de caminhos desconhecidos ou mesmo redescobertos
Me trazendo sempre novas fantasmagorias.
O que seria de mim sem a rua?
O que seria da rua sem mim?

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